Após a morte do estudante universitário Frederico Perez, 25 anos, que foi arrastado pela correnteza do rio São Francisco no domingo, a polícia decidiu monitorar a área conhecida como "prainha", que fica alagada em função da enchente, no distrito de Julião, em plena BR-030, a 18 km de Malhada (BA). O local é usado por homens, mulheres e crianças que, em meio ao tráfego em meia pista, se divertem nas lagoas que se formam no asfalto.
É comum notar cadeiras, sombreiros, barracas e até grupos musicais em torno de barracas de bebida na rodovia. A PM ainda não informou qual será a estratégia usada para afastar as pessoas das áreas de risco.
Nesta terça-feira o corpo de Frederico Perez foi encontrado por pescadores e mergulhadores do Vale do Rio São Francisco. O jovem que, segundo testemunhas, cursava o último ano de enfermagem na Universidade Federal da Bahia (UFBA), teria se afogado próximo à localidade de Mandin, também no distrito de Julião. Algumas pessoas tentaram salvar o rapaz, mas ele desapareceu nas águas turvas. Outras duas pessoas também teriam sido arrastadas pela correnteza, mas conseguiram sair da água.
Amigos relataram que o estudante estava em Carinhanha, na margem oposta do rio, em companhia da mãe e de um irmão, passando o final de semana na casa de uma cunhada. Perez era natural de Palmas de Monte Alto, sudoeste do Estado, local onde o corpo foi enterrado no final da tarde de ontem.
- Agência A Tarde


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