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 Planalto confirma Mercadante no lugar de Haddad no MEC
18 de janeiro de 2012 18h11 atualizado às 18h44

Aloizio Mercadante já havia admitido a possibilidade de assumir o Ministério da Educação. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Aloizio Mercadante já havia admitido a possibilidade de assumir o Ministério da Educação
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Diogo Alcântara e Laryssa Borges
Direto de Brasília

O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira que o atual ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, será o novo chefe da pasta da Educação. Ele substitui o petista Fernando Haddad, que deixará o primeiro escalão do governo federal para concorrer à prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro.

Com a saída de Mercadante, assume a chefia da Ciência e Tecnologia o atual presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Raupp. A indicação do físico e matemático Raupp contraria interesses de setores do PT, que buscavam emplacar, entre outros nomes, o da atual senadora Marta Suplicy (PT-SP) na Esplanada dos Ministérios.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff, que empossará os dois novos ministros no próximo dia 24 de janeiro, agradeceu o "empenho" e "dedicação" de Haddad à frente da Educação. Para Dilma, o prefeiturável trabalha em ações que "estão transformando a educação brasileira".

Sobre Mercadante, que já havia manifestado disposição para mudar de ministério, Dilma disse ter "convicção" de que o petista terá "o mesmo desempenho" já demonstrado no Ministério de Ciência e Tecnologia.

Ainda que a posse dos novos ministros esteja agendada para o dia 24, ambos participarão da reunião ministerial convocada pela presidente no próximo dia 23.

Terra
  1. A senadora Gleisi Hoffmann (PT) assumiu a Casa Civil no lugar de Antonio Palocci (PT) em 7 de junho. O ministro pediu demissão após as denúncias, todas negadas por ele, de que seu patrimônio teria aumentado 20 vezes em quatro anos e de que teria favorecido uma empresa na restituição de Imposto de Renda em troca de financiamento para a campanha de Dilma Rousseff

    Foto: Terra

  2. Ideli Salvatti (PT) e Luiz Sérgio (PT) trocaram de cadeiras no dia 10 de junho. Ele passou à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura e ela se tornou a nova ministra das Relações Institucionais. Na visão do governo, após a saída de Palocci, criou-se uma lacuna na articulação política, que não poderia ser preenchida pela substituta Gleisi Hoffmann, que terá uma gestão técnica à frente da Casa Civil

    Foto: Terra

  3. Paulo Passos (esq.) assumiu, no dia 11 de julho, o posto de ministro dos Transportes após quatro dias como titular interino da pasta. O ministro anterior, Alfredo Nascimento (PR, dir.), pediu demissão após denúncias de que seu partido teria realizado um mensalão envolvendo contratos de obras em rodovias. O negócio renderia à sigla até 5% do valor dos contratos firmados pelo ministério sob a gestão da estatal Valec e do Dnit. Nascimento nega conivência com o suposto esquema

    Foto: Terra

  4. O ministro Nelson Jobim (dir.), titular da pasta da Defesa, pediu demissão em 4 de agosto após dizer que considerava a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha", e que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Ele se defendeu alegando que seria tudo "parte de um jogo de intrigas". Para seu lugar, foi escolhido Celso Amorim , ex-ministro de Relações Exteriores

    Foto: Terra

  5. Wagner Rossi (dir.) pediu demissão em 17 de agosto do Ministério da Agricultura após denúncias contra sua gestão. Entre elas, a de ter ligações com um lobista que atuaria dentro da pasta na preparação de editais, pegar carona em um jato de uma empresa que cresceu 81% após entrar em uma campanha do governo e repassar a políticos terrenos a preços abaixo do valor de mercado. Assumiu o líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro Filho (esq.), no lugar de José Fontelles, interino

    Foto: Terra

  6. O deputado Gastão Vieira (PMDB) (esq.) foi anunciado em 14 de setembro como o novo ministro do Turismo, em substituição ao também peemedemista Pedro Novais. Ligado à família Sarney, o novo ministro estava em seu quinto mandato como deputado federal. Novais entregou o cargo depois de sua situação política ter se deteriorado por suspeitas de que ele teria usado recursos públicos para pagar uma governanta e um motorista para a família

    Foto: Terra

  7. Orlando Silva (PCdoB) pediu demissão do Ministério do Esporte no dia 26 de outubro, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o presidente do seu partido, Renato Rabelo. Silva não resistiu à pressão para que ele deixasse o cargo após denúncias de fraudes em contratos entre a pasta e organizações não-governamentais (ONGs). O ministro, o sexto a cair durante o governo Dilma, deu lugar a Aldo Rebelo, o que manteve a pasta sob o comando do PCdoB

    Foto: Terra

  8. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) - à direita -, pediu demissão no dia 4 de dezembro, após um mês de denúncias de irregularidades como pagamento de propina em convênios com organizações não governamentais e atuação em cargos-fantasma. Após a pasta permanecer interinamente sob a responsabilidade do secretário-executivo, Paulo Roberto dos Santos Pinto, Brizola Neto (PDT-RJ) - à esquerda - tomou posse do cargo no dia 3 de maio de 2012

    Foto: Arte/Terra

  9. O ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), deixa oficialmente o governo no dia 24 de janeiro para concorrer à prefeitura de São Paulo. Em seu lugar assume Aloizio Mercadante (PT), que sai da pasta de Ciência e Tecnologia

    Foto: Eliza Fiuza e Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Terra

  10. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), deixa o cargo para assumir o Ministério da Educação no lugar de Fernando Haddad (PT), que saiu do governo para concorrer à prefeitura de São Paulo. Para chefiar a pasta de Ciência, Dilma Rousseff escolheu o atual presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Raupp

    Foto: Bruno Kelly/Futura Press e Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Terra

  11. Mário Negromonte (dir.) deixou o Ministério das Cidades no dia 2 de fevereiro de 2012, após entregar seu pedido de demissão à presidente Dilma Rousseff. A situação política de Negromonte (PP) estava desgastada após denúncia de que uma diretora da pasta teria adulterado um parecer técnico, encarecendo em R$ 700 milhões uma obra de mobilidade em Cuiabá (MT). Para seu lugar, Dilma confirmou o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)

    Foto: Agência Câmara/Agência Brasil

  12. Iriny Lopes (dir.) deixou o comando da Secretaria de Políticas para Mulheres no dia 6 de fevereiro de 2012 para concorrer à prefeitura de Vitória (ES) pelo PT. Sua substituta, a socióloga Eleonora Menicucci de Oliveira (esq.), ficou presa junto com Dilma Rousseff nos anos 70, durante a ditadura militar

    Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

  13. O ministro da Pesca, Luiz Sérgio (dir.), foi substituído em 29 de fevereiro de 2012 pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Segundo o Palácio do Planalto, a substituição incorporou o PRB na base do governo, "partido do inesquecível ex-vice presidente José Alencar". Com a mudança, Luiz Sérgio voltou para a Câmara, onde é deputado pelo PT do Rio de Janeiro

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Antonio Cruz/Agência Brasil/Terra

  14. Em 9 de março de 2012, o ministro Afonso Florence (dir.) deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário, sendo substituído pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS). Segundo fontes, a Presidência estaria insatisfeita com a atuação de Florence, cuja queda era esperada desde 2011. O Planalto disse que o ministro "conduziu com dedicação e eficiência ações que fortaleceram a agricultura familiar e contribuíram para a redução da pobreza no campo e para a promoção da inclusão social".

    Foto: Terra

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