Um policial civil que teve a prisão decretada na Operação Dedo de Deus, desencadeada para combater o jogo do bicho em quatro Estados brasileiros, apresentou-se na noite de quinta-feira à Divisão Antissequestro. O agente, que ainda está na ativa, procurou a delegacia para saber se a medida judicial que suspendia o seu decreto de prisão havia realmente sido suspensa.
Ao saber que a informação procedia, o policial entrou em contato com a Corregedoria da Polícia Civil e avisou que iria se entregar. Ele encontra-se na especializada, mas deve ser transferido para uma unidade prisional.
Também detido na operação, o patrono da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David, o Anísio, apontado como banqueiro do jogo do bicho, foi levado para uma cela em Bangu II. Ele estava no hospital penitenciário, no mesmo bairro, por conta de uma arritmia cardíaca, mas recebeu alta após ser submetido a novos exames na quinta-feira.
A polícia busca mais oito suspeitos de envolvimento com o esquema de contravenção no Rio de Janeiro. Na lista de procurados estão dois homens que também pertenceriam à cúpula da contravenção no Estado: o presidente da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, Luizinho Drummond, e o presidente da Grande Rio, Helinho de Oliveira.
Durante coletiva na tarde de quarta-feira, na sede da Chefia de Polícia, a delegada Martha Rocha garantiu que um policial civil e um outro homem foram presos com o suspeito de contravenção Aniz Abraão David e vão responder por formação de quadrilha. A dupla seria segurança do contraventor.
"Tudo indica que esse policial fazia a segurança de Anísio", afirmou a delegada. "O crime é inafiançável e eles vão continuar presos", decretou. Anísio, segundo informações da chefe da Polícia Civil, foi preso com cerca de R$ 7 mil em espécie e US$ 180.




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