Para secretário, uso da força por parte dos policiais não é necessário na Cracolândia
Foto: Haroldo Junior/Futura Press
A ação da Polícia Militar na região da Nova Luz, centro de São Paulo, não tem data para terminar. O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, explicou nesta quinta-feira em entrevista a uma rádio que a operação vai durar o tempo que for necessário para que as equipes de saúde e de assistentes sociais possam atuar e dar apoio às pessoas que necessitam de tratamento.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o secretário afirmou também que o uso da força por parte dos policiais não é necessário e confirmou a proibição do uso de balas de borracha, assim como bombas de efeito moral. Segundo ele, a ação é enérgica, mas com respeito aos direitos humanos e à integridade física dos usuários. "Os usuários da Cracolândia são tão passivos que nem condições de resistir eles têm. Não há necessidade nenhuma de intervenção com uso de força", afirmou.
Pinto afirmou que o planejamento foi feito com antecedência através de reuniões entre as polícias Civil e Militar, juntamente com a prefeitura. "É uma ação ordenada, que já estava planejada há muito tempo" afirmou. Segundo uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a execução da ação, planejada para fevereiro, teria sido precipitada e começado sem o conhecimento da cúpula da PM, do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab. Ainda de acordo com o periódico, uma decisão do segundo escalão da PM iniciou os trabalhos. O governo estadual disse que não houve precipitação, mas não negou que o governador desconhecia a data de início.
Outro ponto abordado foi o trabalho do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Até as 11h desta quinta-feira, 60 pessoas foram presas na Nova Luz - 26 em flagrante e 34 foragidos da Justiça recapturados. O cerco ao tráfico na região começou no dia 3 de janeiro.
- Terra



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