Uma pessoa morreu e 2 mil ficaram desalojadas em Laje do Muriaé (noroeste do Rio de Janeiro), em consequência das chuvas que atingem a região desde a semana passada e que se intensificaram no domingo. Além disso, segundo a prefeitura, há 500 desabrigados. Parte das vítimas foi levada para abrigos improvisados em escolas e quadras esportivas.
De acordo com o prefeito José Eliezer, a cidade, que tem cerca de 8 mil habitantes, está alagada por causa da cheia do rio Muriaé. "Há dois dias começou a chover muito forte principalmente na cabeceira do rio, no município mineiro de Miraí. Nossa cidade é a primeira que recebe as águas de Minas Gerais e, como o declínio é muito grande, e a água vem entre morros, aqui é onde ela encontra espaço para se expandir, causando todo esse transtorno para a população", afirmou.
Ele acrescentou que a maior parte da cidade foi construída em área de alagamento, o que justifica o grande número de desalojados. Ainda de acordo com Eliezer, o homem que morreu tinha ido buscar pertences em casa, no bairro Chácara do Cruzeiro. "Ainda não sabemos explicar como ocorreu a morte, mas sabemos que o bairro é um dos que estão alagados. A situação aqui é bem grave, a água atingiu níveis que nunca foram atingidos e estamos praticamente isolados", disse.
A Defesa Civil Estadual está enviando equipes com 30 bombeiros para a região norte fluminense. Além de Laje do Muriaé, os profissionais ficarão em alerta em Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para hoje na região é tempo nublado com pancadas de chuva isoladas.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) está em alerta máximo em Macaé por causa do aumento do nível dos rios no município do norte do estado. A situação é a mesma em Duque de Caxias. A Defesa Civil estadual está atenta também em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, além das cidades da Baixada Fluminense.
- Agência Brasil


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