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Após 3ª autuação, Chevron diz que agiu de forma apropriada

30 dez 2011 - 20h29
(atualizado às 23h11)
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A petrolífera americana Chevron divulgou nota nesta sexta-feira sobre a terceira autuação que sofreu da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), comunicada ontem. A ANP alega que a empresa não adotou medidas para a conservação dos reservatórios do poço no Campo do Frade, na Bacia de Campos, onde ocorreu vazamento de petróleo no início de novembro.

A Chevron disse que ainda vai analisar as alegações citadas na notificação da ANP e afirmou que responderá dentro do prazo. "Todavia, a empresa está confiante que sempre agiu de maneira diligente e apropriada, de acordo com as melhores práticas da indústria do petróleo e do plano de desenvolvimento aprovado pela ANP".

Já a ANP argumenta que a petrolífera não cumpriu as "premissas do plano de desenvolvimento do Campo do Frade, aprovado pela agência, durante a perfuração do poço, dando origem à saída de hidrocarbonetos para o fundo do mar".

Esta é a terceira autuação da agência reguladora imposta à Chevron em consequência do vazamento. A primeira foi por descumprir o Plano de Abandono do Poço, já que não dispunha de equipamentos necessários à execução do plano que a própria companhia havia submetido à ANP. A segunda, por omitir informações ao órgão regulador, ao entregar imagens editadas das filmagens feitas por veículo remoto nos pontos de vazamento. A Chevron também foi multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A Chevron sofreu, no dia 1º deste mês, uma autuação por uma razão independente do vazamento da plataforma de exploração no Campo do Frade. A ação deveu-se ao fato de a empresa petroleira não ter avaliado o impacto do gás sulfídrico emitido em suas operações de produção sobre as estruturas e equipamentos de outra plataforma de produção no Campo do Frade. As penalidades por não ter informado sobre a existência do gás serão definidas e aplicadas na conclusão das investigações do acidente. No final de novembro, a ANP determinou a suspensão das atividades da petroleira no Brasil.

Agência Brasil Agência Brasil
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