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 CNJ: 29% das unidades de internação têm fuga de adolescentes
24 de dezembro de 2011 21h28 atualizado às 21h40

Um levantamento do Programa Justiça ao Jovem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicado na sexta-feira, apontou que 29% das unidades de internação da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) no interior de São Paulo registraram fugas entre outubro de 2010 e o mesmo mês deste ano. O programa foi criado em junho do ano passado para avaliar a execução da medida de internação aplicada a adolescentes.

O CNJ destacou que os dados são preliminares e foram apurados por equipes do Conselho durante visitas aos locais de internação. Conforme o levantamento, das 76 unidades do interior, 22 registraram fugas. Já rebeliões aconteceram em 15 estabelecimentos.

Para Reinaldo Cintra, juiz auxiliar do CNJ, os índices, relacionadas à educação e profissionalização dos jovens, apontam relativas melhoras no sistema socioeducativo de São Paulo. Em 2003, quando o sistema era administrado pela então Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), a instituição registrava 80 ocorrências de rebelião. A Febem foi substituída em 2006 pela Fundação Casa.

Ainda conforme o levantamento, 73 das 76 unidades do interior contam com ensino regular para os internos. Destas, 77% tem mais de quatro horas de aulas diariamente. Já em 93% dos estabelecimentos são oferecidos cursos de profissionalização.

Segundo os dados, não há, de modo geral, superlotação nas unidades, que, juntas, dispõem de 4.813 vagas, sendo que 4.744 estão preenchidas. O CNJ deve lançar em 2012 um estudo com a radiografia do sistema socioeducativo no País.

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