Bombeiros continuavam hoje no rescaldo do incêndio que destruiu 300 barracos e desabrigou 1,5 mil
Foto: Diogo Moreira/Futura Press
O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã desta sexta-feira, mais um corpo no segundo andar do prédio abandonado ao lado da favela do Moinho, em Campos Elíseos, região central de São Paulo. A construção e dezenas de barracos da comunidade foram atingidos ontem por um incêndio de grandes proporções que deixou, até agora, dois mortos, três feridos e mais de 1,5 mil pessoas desabrigadas, segundo a Defesa Civil de São Paulo.
Sete viaturas dos bombeiros permaneciam no local 24 horas depois do início do incêndio fazendo o rescaldo, para prevenir que o fogo começasse novamente. A administração municipal disponibilizou abrigos para as 380 famílias que perderam suas casas, mas a maioria preferiu permanecer no local ou ir para a casa de parentes.
O coordenador da Defesa Civil da cidade de São Paulo, coronel Jair Paca de Lima, afirmou que os quatro abrigos que a prefeitura possui podem acomodar até 600 pessoas. O clube Raul Tabajara, na rua Anhanguera, bairro da Barra Funda, foi o primeiro a ser aberto e, à medida que fosse enchendo (possui 150 vagas), a Defesa Civil usaria os outros. "Nós fornecemos condução gratuita até o abrigo, mas apenas 24 pessoas passaram a noite aqui", disse ele. Lima acrescentou que nos abrigos a prefeitura fornecia alimentação, produtos de higiene, além de sanitários e segurança.
O fogo começou ontem por volta das 9h e foi controlado cerca de quatro horas depois. Três moradores ficaram feridos durante o incêndio - dois tiveram sinais de intoxicação e outro fraturou o pulso e teve queimaduras. Além disso, um bombeiro que ajudava na remoção dos pertences de um morador foi atingido na cabeça por uma televisão, e foi socorrido ao Hospital das Clínicas.
- Terra

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