- Hermano Freitas
- Direto de São Paulo
A Câmara Municipal de São Paulo entra 2012 com a meta de acabar com o uso de papel para documentos da atividade legislativa durante o ano. Segundo o presidente da Casa, José Police Neto (PSD), cada vereador terá um tablet pelo qual encaminhará projetos de lei e proposições, entre outros ofícios. Os aparelhos serão alugados.
"Vamos ganhar não apenas economizando a verba de escritório, mas também no espaço que os papéis ocupam", disse o vereador. De acordo com levantamento da Mesa Diretora, o uso do papel atingiu 2,5 milhões de folhas A4, o que representa R$ 192 mil anuais. O aluguel de tablets deve custar R$ 130 mil. O funcionamento das impressoras consome uma energia equivalente à emissão de 4,7 t de CO2 na atmosfera. Um andar inteiro do subsolo da Câmara é usado para estocar papéis.
Ainda de acordo com o legislativo paulistano, o número dos gastos compreende apenas o gasto geral da Câmara - cada gabinete tem uma verba específica para e a estimativa é de que este valor dobre, chegando a cerca de R$ 390 mil de gastos com escritório de todos os vereadores. Até fevereiro, as indicações parlamentares, que chegaram a 10 mil em um ano, sejam todas por meio de documentos digitais.
Ainda segundo o presidente da Casa, cinco estações de digitalização serão instaladas para a emissão dos documentos digitais, que ficarão disponíveis no site da Câmara Municipal abertos para a consulta popular. Os documentos que ainda precisarem ser impressos devem ser estocados em algum lugar fora da Câmara Municipal para poupar o espaço.
Além da economia no papel, a expectativa é de que os gabinetes poupem também o tempo para a impressão de documentos, segundo o coordenador do Centro de Tecnologia da Informação da Casa, Eduardo Miyashiro. "O ganho será ainda maior com as horas de trabalho gastas na formalização dos documentos em papel", disse.
- Terra


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