A Corregedoria-Geral Unificada do Rio de Janeiro vai investigar dois delegados e um tenente-coronel da Polícia Militar (PM) suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho. Policiais civis das delegacias de Duque de Caxias e Vilar dos Teles também estão sob suspeita de participação no esquema. O Ministério Público pediu a investigação dos delegados Eliezer Lourenço e Walter Barros, ex e atual titular da 110ª DP de Teresópolis, na região serrana. Eles não foram localizados para comentar o caso. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Na quinta-feira, 43 pessoas foram presas acusadas de envolvimento com o jogo do bicho. Três suspeitos ainda estão foragidos: Aniz Abraão David, o Anísio da escola de samba Beija-Flor, Luiz Pacheco Drummond, o Luizinho da Imperatriz Leopoldinense, e Helio Riberio de Oliveira, presidente da Grande Rio. A investigação aponta ainda o empresário Ronaldo Calaça, preso na quinta-feira. De acordo com a polícia, o delegado Lourenço frequentou a casa de Calaça e foi presenteado com galos e ovelhas. Promotores afirmam que Calaça também iria doar 100 kg de carne ao tenente-coronel Julio Cesar Mafia, então comandante do batalhão da cidade. Mafia não foi encontrado para falar sobre as suspeitas.
- Terra


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