Os manifestantes se reuniram no centro de São Paulo para pedir que a Polícia Militar saia do campus
Foto: Reinaldo Marques/Terra
- Vagner Magalhães
- Direto de São Paulo
Com os 73 presos acusados pela ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na linha de frente, cerca de mil estudantes foram às ruas do centro da capital paulista na tarde desta quinta-feira para pedir o fim do convênio entre a Polícia Militar (PM) e a reitoria da universidade, a saída do reitor, João Grandino Rodas, e um plano alternativo de segurança para o campus do Butantã. A ocupação, que durou cerca de uma semana, terminou com a presença da tropa de choque, que cumpriu a decisão da Justiça de reintegração de posse do prédio na terça-feira.
A manifestação aconteceu em frente à faculdade de Direito do Largo São Francisco. O grupo saiu em passeata pelo centro histórico paulistano e, no fim da tarde, está planejada uma assembleia para discutir os rumos do movimento. Os estudantes declararam greve após a prisão dos colegas.
No caminhão de som, líderes tentaram desvincular o movimento da questão da legalização das drogas. No mês passado, houve confronto dentro do campus depois que três estudantes foram detidos pela PM pelo porte de maconha. A universidade assinou convênio com a corporação após diversas ocorrências dentro do campus - em maio, um aluno foi morto em uma tentativa de assalto.
Vários cartazes produzidos - alguns irônicos - foram levados pelo grupo durante a passeata. Neles, menções por eleições diretas para a reitoria da universidade, um pedido por uma aula de "democracia" ministrada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e um "não à criminalização dos movimentos sociais".
A reintegração de posse do prédio da reitoria mobilizou cerca de 400 homens da tropa de choque, da cavalaria e até mesmo do grupamento aéreo (Águia) por volta das 5h de terça-feira. O prazo para a saída espontânea dos manifestantes do local havia se esgotado às 23h de segunda-feira, após trégua negociada com a Justiça. Os estudantes foram acusados de danificar o patrimônio da instituição, o que eles negam.
- Terra












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