Na mesma ação que capturou Nem, a PF apreendeu armas, dinheiro e joias com outros fugitivos da Rocinha
Foto: Jadson Marques/Futura Press
O delegado da Polícia Federal Victor Poubel, que participou da operação que prendeu o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, deu detalhes sobre a prisão do criminoso na manhã desta quinta-feira em entrevista ao Bom Dia Rio.
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Segundo ele, ao chegar à sede da PF, na Zona Portuária do Rio, Nem ligou para a mãe e avisou que tinha sido preso. O traficante também mandou um recado para os filhos, pedindo para eles não faltarem às aulas.
O delegado ressaltou ainda que Nem não reagiu à prisão. "Ele não esboçou nenhuma reação. Chegou à sede da Polícia Federal aparentemente tranquilo e consciente da prisão dele".
Poubel disse também que policiais federais trabalharam infiltrados na Rocinha para ajudar na captura de Nem. "Foram dez dias de trabalho, 24 horas por dia, monitorando a comunidade. A ação policial contou ainda com a ajuda de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Mas o trabalho da Polícia Federal não se restringe só a isso".
O traficante deve ser transferido ainda nesta quinta-feira para o presídio de Bangu, na zona oeste da capital fluminense. Segundo o delegado, 15 suspeitos foram presos, entre eles três advogados que estavam com Nem. O chefe do tráfico foi preso por volta de meia-noite, na Lagoa, quando tentava fugir escondido no porta-malas de um carro preto.


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