O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), foi a lançamento de livro e despistou sobre o interesse de seu partido de firmar aliança com o PDT pela prefeitura de São Paulo
Foto: Bruno Santos/Terra
- Simone Sartori
- Direto de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta segunda-feira que qualquer denúncia contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, deve ser apurada. Ele ressaltou que a posição do ministro em relação às denúncias é "muito saudável", mas não informou se o PSD vai pedir a convocação de Silva na Câmara. "O próprio ministro se colocou à disposição para contribuir com os esclarecimentos que ele diz ter em relação às denúncias. Portanto, acho que a posição dele é muito saudável, muito positiva. Vamos aguardar", disse o prefeito. Já o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou opinar. "Esse é um tema da esfera federal. Vamos deixar que o governo federal se pronuncie", disse.
Em entrevista coletiva à imprensa nesta segunda-feira, Orlando Silva rebateu as acusações de corrupção contra seu nome. Além de chamar os denunciantes - o motorista Célio Soares e o PM João Dias - de bandidos, ele afirmou que vai "até o último recurso judicial" contra ambos. O PM foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinado a um programa da pasta.
Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.
De acordo com Ferreira, o esquema utilizava o programa Segundo Tempo para desviar recursos usando ONGs como fachada. Orlando Silva foi apontado como mentor e beneficiário desse esquema. As ONGs receberiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Conforme a acusação, o ministro teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusou a revista Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.
Pressionado a prestar esclarecimentos sobre seu suposto envolvimento em no esquema, Orlando Silva irá apresentar sua versão aos deputados federais nesta terça às 14h30 na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.
Alianças municipais
Kassab e Alckmin foram hoje ao lançamento do livro 20 anos de luta - A história da Força Sindical. O atual prefeito da capital despistou sobre o interesse do PSD em uma aliança com o PDT do deputado federal Paulo Pereira da Silva, que recentemente lançou sua pré-candidatura à sucessão municipal. Cortejado por vários partidos, o PDT defende candidatura própria à prefeitura de São Paulo em 2012.
"Tenho dito que não é o momento de se discutir eleições municipais, em especial no nosso caso, que temos a responsabilidade de fazer a gestão da cidade. Seria realmente ter uma ação que não é saudável. A partir de janeiro, vamos, evidentemente, começar a conversar com os partidos aliados. O PDT é aliado nosso, participa do nosso governo, e é legítimo ter uma candidatura própria. Conta com nossa solidariedade, nosso apoio", afirmou Kassab
- Terra












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