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PF liberta oito detidos pela Operação Gabiru

26 de maio de 2005 13h27

Oito envolvidos na Operação Gabiru foram libertados da Polícia Federal hoje. Eles são Fernando Sérgio Lira, ex-prefeito da cidade de Maragogi; Leopoldo Araújo, gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal em Maceió; Luís Antônio Grossi, empresário; Ângelo Márcio Brandão, motorista de Rafael Torres e acusado de coletar propina e ser "laranja" nas empresas fantasmas de Rafael Torres; Derivan Barbosa, funcionário de uma das empresas fantasmas de Francisco Erivan; Jussara Martins, secretária de Rafael Torres e acusada de coletar propina; José Erasmo da Silva, funcionário de uma das empresas fantasmas de Francisco Erivan; e Cristina Maria Campos, assessora direta de Rafael.

Eles foram autorizados pela Justiça a deixar as dependências da Polícia Federal em Maceió. Os demais envolvidos na Operação Gabiru tiveram a prisão preventiva decretada por 81 dias pelo desembargador Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5 º Região, com sede no Recife.

Ontem à noite, a Polícia Federal divulgou que mais 15 pessoas, além das 31 presas no início da Operação Gabiru - desencadeada no último dia 17 - estão sendo investigadas. Das 15, três foram indiciadas e devem prestar depoimento até a próxima quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal de Maceió. São elas: Josélia Feitoza da Silva, que é mulher de Francisco Erivan dos Santos, apontado como o braço direito do empresário Rafael Torres, líder da quadrilha.

Josélia é acusada por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro público. Além dela, também foi indiciado, Kléber de Oliveira Santos, sócio da empresa K.E. Santos, junto com Rafael Torres. A empresa participaria de licitações fraudulentas para a merenda escolar. Kléber é acusado de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A terceira pessoa indiciada é Luciana Leão e Lima, irmã do prefeito de Porto Calvo, Carolos Eurico Leão e Lima, também preso por envolvimento com a quadrilha. As acusações contra Luciana são de promover fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro público, formação de quadrilha e uso de documentos falsos.

Todos os acusados não tiveram a prisão preventiva decretada, apenas foram indiciados e podem vir a ser processados se for constatada a participação deles no esquema Gabiru.

Agência Nordeste
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