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Cartilha do politicamente correto é ridicularizada

05 de maio de 2005 09h57

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros que formam o núcleo do governo foram pegos de surpresa pela cartilha Politicamente Correto & Direitos Humanos, editada no ano passado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que provocou intensa polêmica nos últimos dias. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a cartilha foi ridicularizada em um encontro entre ministros. E há até a informação de que Lula não entendeu por que o termo "peão", tão utilizado por ele, está lá.

Depois de ver a publicação e verificar que ela considerava pejorativos termos como comunista, bêbado, peão, branquelo, sapatão, funcionário público e barbeiro, os integrantes da cúpula do governo acharam que a publicação é uma "bobagem, uma perda de tempo e um irradiador de confusão sem motivo algum", narra um dos integrantes desse núcleo.

A cartilha foi feita mediante um convênio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos à Fundação Universitária de Brasília (Fubra), que terceirizou a pesquisa de expressões tidas como "politicamente incorretas" ao jornalista Antonio Carlos Queiroz, um antigo militante comunista.

Exatamente por causa do passado do jornalista, ministros próximos de Lula ficaram surpresos ao observar que a cartilha dá como pejorativa a expressão "comunista". É que todos os comunistas - hoje agrupados no PC do B, PCB ou em alguma organização não legalizada - têm orgulho de falar de sua condição ideológica.

Redação Terra