- José Guilherme Camargo
- Direto de Belo Horizonte
Foi apresentado pela Polícia Civil nesta quarta-feira o irmão do vereador suspeito de ser o mandante do assassinato do então prefeito de São Sebastião do Maranhão (MG), no Vale do Rio Doce, Gildeci Gomes Sampaio, em outubro de 2009. Sildes Gonçalves dos Santos, 40 anos, irmão do ex-presidente da Câmara Geraldo Nascimento dos Santos, é acusado de ter contratado o pistoleiro que executou Sampaio.
Sildes foi preso em Ocauçu, no interior de São Paulo. De acordo com o delegado Marcio Rocha, ele estava foragido e, em Mato Grosso, tinha uma "vida de rei". "Constatamos que ele foi a um cartório registrar uma moto no nome dele. O veículo seria a forma do pagamento pelo assassinato do prefeito", disse.
De acordo com o delegado Emerson Morais, do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DIHPP), Geraldo teria encomendado a morte de Sampaio porque o prefeito não teria cumprido promessas políticas depois de ser eleito. "Ele prometeu benefícios aos correligionários durante a campanha, mas, depois da eleição, teria dado as costas a eles, o que acabou atraindo a ira do vereador", disse.
Geraldo está foragido. A polícia procura também outro irmão dos suspeitos, Isaias Gonçalves dos Santos, e o homem apontado como executor do crime: Claudinei Gomes.
Ainda de acordo com as investigações, o atual prefeito da cidade, Pedro Fonseca - que na época do crime era vice de Sampaio -, teria participação no homicídio e também será investigado. "Isso será apurado com cautela. Segundo o Sildes, o atual prefeito e a primeira-dama teriam acertado a morte de Sampaio. Em troca, o vereador teria uma mesada de R$ 20mil", afirmou.
A primeira-dama, Esméria Paulino da Fonseca, está presa suspeita de financiar a morte de Sampaio. Segundo a polícia, cerca de R$ 50mil reais teriam sido gastos "em toda a logística para matar o prefeito". O secretário de Obras da prefeitura, Claytomiro Gomes, e outros dois homens também estão detidos, suspeitos de envolvimento no crime. Na ocasião, o caso foi apelidado pela polícia de "Consórcio da Bala".
O Terra entrou em contato com o atual prefeito de São Sebastião do Maranhão, mas não obteve retorno até o momento da publicação da reportagem.
- Especial para Terra


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