Os casos de dengue no município do Rio de Janeiro, em maio, chegaram a 50.361 notificações, de acordo com a atualização feita nesta segunda-feira pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil. Ao longo do mês, foram 7.705 novos casos, sendo 5.041 somente nos últimos sete dias.
Em duas regiões administrativas, a incidência da doença ultrapassa o patamar de 300 casos por 100 mil habitantes, referência usada pela prefeitura para configurar índices considerados como surto ou epidemia. São elas: Guaratiba, com 409,2 casos por 100 mil habitantes, e Santa Cruz, com 307,4, ambas na zona oeste da capital.
Na região de Guaratiba, chamam a atenção ainda os números referentes ao bairro de Pedra de Guaratiba: 2.162,2 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 11 bairros, de várias regiões administrativas das zonas norte e oeste, superam a marca de 300 casos por 100 mil habitantes.
A dengue
A doença é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado, o Aedes aegypti. O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.
A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona dores abdominais.
Não existe um tratamento específico para a dengue, mas apenas para os sintomas. Ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. Quando há suspeita da doença, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados.
- Agência Brasil


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