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 Estudantes realizam ato pelos 7 dias da morte de aluno na USP
25 de maio de 2011 21h22 atualizado às 22h12

Homenagem de alunos a Felipe na USP contou com balões e velas. Foto: Evelson de Freitas/Agência Estado

Homenagem de alunos a Felipe na USP contou com balões e velas
Foto: Evelson de Freitas/Agência Estado

Estudantes realizaram no início da noite desta quarta-feira um ato em memória aos sete dias da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva. A celebração, que contou com diversos balões e velas, ocorreu na Praça do Relógio, na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), zona oeste da capital paulista.

Felipe, 24 anos, foi assassinado no estacionamento da faculdade pouco antes das 22h da última quarta-feira. Ele foi atingido ao lado de seu carro, no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade, e cursava Ciência Atuariais.

Após o ocorrido, a reitoria da universidade afirmou que reavaliaria o Plano Emergencial de Segurança para a Cidade Universitária, feito no início do mês. Um dos pontos polêmicos é a presença da Polícia Militar dentro do campus. O Conselho Gestor da Universidade de São Paulo (USP) aprovou na sexta-feira que a reitoria faça um protocolo de entendimento com a PM atuar dentro do campus. Antes, porém, a reitoria irá ouvir a comunidade acadêmica para definir limites da ação dos policiais.

O presidente do conselho, José Roberto Cardoso, afirmou que outras medidas, como a melhora na iluminação e a colocação de catracas no campus, seguem o cronograma normal, já que é preciso concluir as respectivas licitações. De acordo com ele, a reitoria também tem planos de ampliar o contigente da guarda universitária, que hoje conta com cerca de 130 integrantes. Outras medidas que devem ser tomadas a curto prazo são a ampliação do número de câmeras de vigilância e do banco de dados das imagens que são geradas por elas.

A polícia acredita que o crime tenha sido um latrocício (roubo seguido de morte) e ouviu oito pessoas na semana passada. Em nenhum depoimento a polícia não encontrou indícios que justificassem a prisão ou apontassem para um envolvimento no crime. Os dois suspeitos do assassinato eram pessoas de fora da USP e foram filmados pelo circuito interno da universidade.

Terra