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 Polícia ouve e libera 8 suspeitos de matar estudante na USP
20 de maio de 2011 18h37 atualizado em 21 de maio de 2011 às 01h00

A Polícia Civil de São Paulo fez nesta quinta-feira o retrato falado de um dos suspeitos de ter matado o Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, na noite de .... Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo fez nesta quinta-feira o retrato falado de um dos suspeitos de ter matado o Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, na noite de quarta
Foto: Divulgação

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou no início da noite desta sexta-feira que oito suspeitos de envolvimento no assassinato do estudante Felipe ramos de Paiva, 24 anos, morto na noite de quarta-feira no campus da Universidade de São Paulo (USP), foram ouvidos e liberados. De acordo com o órgão, um dos rapazes, detido em Americanópolis, zona sul da capital paulista, chegou a ser encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Em todos os depoimentos, a polícia não encontrou indícios que justificassem a prisão dos suspeitos ou apontassem para um envolvimento no crime. O estudante foi morto com um tiro na cabeça dentro do estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). O corpo foi enterrado ontem em Caieiras.

Na noite de quinta-feira, estudantes da USP se reuniram com a reitoria da instituição a fim de apresentar reivindicações sobre a segurança do local. Os alunos pediram a melhoria na iluminação e maior eficiência da vigilância da universidade. O grupo apontou a "ineficácia do sistema de denúncias" pela burocracia. "Não raro escutamos relatos de alunos que tiveram muita dificuldade para comunicar atos de violência no campus às instâncias responsáveis", dizia uma carta dirigida ao reitor. A distribuição de guardas na universidade foi colocada como "falha", já que alguns guardas "se restringem a suas guaritas, esvaziando seu efeito inibidor de delito".

Hoje, o Conselho Gestor da USP permitiu a produção de um protocolo de entendimento com a Polícia Militar (PM) para ação da corporação dentro do campus. Antes que o documento seja elaborado, a reitoria se comprometeu em ouvir a comunidade acadêmica para definir quais são os limites da ação dos policiais.

O presidente do conselho, José Roberto Cardoso, afirmou que outras medidas, como a melhora na iluminação e a colocação de catracas no campus, seguem o cronograma normal, já que é preciso concluir as respectivas licitações.

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