Familiares das vítimas do acidente protestam nesta quarta-feira na avenida Paulista em São Paulo
Foto: Ale Cabral/Futura Press
O piloto americano Jan Paul Paladino confirmou nesta quarta-feira que nunca havia pilotado um jato executivo Legacy, fabricado pela Embraer, antes do acidente que resultou na morte das 154 pessoas que estavam a bordo de um Boeing da companhia aérea brasileira Gol, em 2006. O piloto negou que só tivesse ligado o equipamento anticolisão (transponder) momentos após o choque, sobre a Amazônia, com o avião comercial brasileiro.
Paladino, no entanto, garantiu ter pilotado aviões similares operacionalmente ao Legacy. As afirmações foram feitas durante o depoimento pelo sistema de videoconferência do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça.
Ao juiz federal substituto da Vara Única de Sinop (MT), Murilo Mendes, o piloto reiterou que, em nenhum momento, os equipamentos do avião acusaram qualquer tipo de falha, em especial no transponder, aparelho que informa a posição da aeronave para o controle de trafego aéreo e outros aviões. A acusação alega que os pilotos teriam desligado o transponder momentos antes do acidente e religado após a colisão.
"Não houve, da minha parte, nenhuma ação voluntária para ligar ou religar o transponder", disse o piloto ao afirmar não saber o motivo de o aparelho ter sido ligado segundos após a colisão.
- Agência Brasil

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