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 Primo de Marcinho VP está entre presos pela PF em ação no RJ
11 de fevereiro de 2011 20h16 atualizado às 21h53

Um dos presos da Operação Guilhotina, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro contra policiais envolvidos com tráfico de drogas, milícias e outros crimes, foi Carlos Eduardo Nepomuceno, o Cadu), primo do traficante Marcinho VP. Ele é terceiro sargento da Polícia Militar (PM). Segundo a PF, ele estava cedido para a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). Além dele, mais 34 pessoas foram presas, sendo oito policiais civis e 19 PMs.

O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado como o principal mandante dos ataques à polícia do Rio em 2010 e está preso, desde novembro do ano passado, na penitenciária federal de Porto Velho (RO). Ele é um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho.

Ainda nesta tarde, o delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira se entregou à PF. Ele ocupou cargo de subchefe da Polícia Civil do Rio e foi exonerado nesta manhã. De acordo com a Polícia Federal, ele ficará detido no presídio Bangu 8. Mais cedo, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, é de sua confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a Operação Guilhotina.

Em relação ao delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira, Beltrame afirmou que a situação dele é "muito ruim e já está consubstanciada". O superintendente da PF, delegado Ângelo Fernando Gióia, disse que existem provas materias para o pedido de sua prisão, uma vez que ele estaria relacionado com os policiais envolvidos no espólio de guerra (subtração de produtos de crime), desvio de armas e repasse de informações a traficantes.

"Estamos realizando um trabalho belíssimo e histórico. O problema do Rio é antigo e sério e felizmente estamos encontrando parceiros que nos ajudam. Não vou abrir mão de qualquer parceria e acredito que estamos dando respostas concretas à sociedade no combate ao crime" , afirmou Gióia.

Ação mobiliza 580 homens
A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF na manhã desta sexta-feira, com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual (MPRJ). O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão preventiva, sendo 11 contra policiais civis e 21 contra PMs, e 48 mandados de busca e apreensão.

Cerca de 380 homens da PF participam da ação, que ainda investiga a ligação dos policiais com venda de armas e informações e o chamado espólio de guerra, que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente ocupação do Complexo do Alemão.

As investigações iniciaram a partir de vazamento de informações numa operação conduzida pela PF em 2009, que tinha como principal objetivo prender o traficante Roupinol, que atuava na favela da Rocinha junto Nem, apontado como o chefe do tráfico na comunidade. De acordo com a polícia, um grupo de policiais é suspeito de receber até R$ 100 mil por mês para proteger Nem e o avisar sobre operações no local.

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