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 Anvisa acompanha estudo que relaciona silicone a risco de câncer
28 de janeiro de 2011 03h17 atualizado em 03 de fevereiro de 2011 às 19h19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha uma investigação realizada pela FDA (agência reguladora de remédios e alimentos nos Estados Unidos) sobre o risco de mulheres que implantaram silicone nas mamas desenvolver em um tipo raro e grave de câncer: o linfoma de grandes células anaplástico, que ataca o sistema imunológico. Apesar disso, a agência alerta que "até o momento não há evidências suficientes que justifiquem ações regulatórias no mercado de implantes".

"Dados revisados pela FDA sugerem que pacientes com implantes nos seios têm um risco muito pequeno, mas significativo, de desenvolver o linfoma na cicatriz em volta da prótese", informou o FDA.

O estudo ainda não concluído. Segundo a Anvisa, se o risco de câncer for comprovado, "a agência tomará as devidas providências", que, conforme o órgão, ainda não foram discutidas.

Segundo a médica responsável pelo grupo de linfoma do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Maria Cristina de Almeida Macedo, a associação entre o silicone e o tumor pode ser explicada pela presença da prótese na região da mama. "O sistema imunológico fica sendo estimulado de forma crônica pela prótese, o que pode levar à formação de células anormais. Mas isso é só uma teoria", afirmou. "Ainda não há relação clara entre a ocorrência do linfoma e a prótese. Ainda não há motivos para que haja modificação nas indicações de colocação de silicone", disse.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2008 foram realizadas 151 mil implantes de silicone no País.

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