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 Mortes por dengue triplicam em 1 ano no Rio, diz secretaria
14 de dezembro de 2010 21h16

O número de óbitos causados pela dengue mais que triplicou entre 2009 e 2010 no Rio, e passou de 12 para 39 mortes, sem considerar os dados de dezembro, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Entre 3 de janeiro e 4 de dezembro de 2010 foram notificados em todo o Estado 27.855 casos da doença, provocada pela picada do mosquito Aedes aegypti, contra um total de 12.403 registrados ao longo de todo o ano passado.

Para evitar a ocorrência de uma epidemia semelhante à ocorrida em 2008, quando mais de 255 mil casos foram notificados, com o registro de 240 mortes, o governo montou um plano de contingência, que envolve os 92 municípios fluminenses.

Segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológico e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, neste ano ocorre uma inversão de tendência em relação a 2009. "Os dados epidemiológicos mostram uma queda no número de casos ao longo do ano e atestam que tivemos picos de incidência da doença nos meses mais frios do ano, invertendo a tendência que vinha se verificando até então, de maior incidência do vírus em estações mais quentes".

Os dados, segundo ele, indicam que o número de notificações cai a cada mês. Em maio, o Estado notificou 6.837 casos e, em novembro, 404. "Ainda assim, não podemos descartar a possibilidade de uma epidemia neste verão e, por isso, a gente sempre trabalha e se prepara sempre para o pior cenário", disse.

De acordo com Chieppe, a ocorrência depende de fatores como a presença do mosquito e do vírus e de uma população susceptível. "Tenho hoje, por exemplo, identificada a reentrada do vírus tipo 1 no Estado, o que para a gente é significativo. A nossa preocupação agora passou a ser com a região metropolitana por causa da densidade populacional e por conta da circulação do vírus tipo 1. Esse é um vírus que não era detectado desde a década de 80 e para o qual a população não está mais preparada", disse o superitendente.

No entanto, ele não acredita, na repetição do cenário verificado em 2008. Chieppe afirmou que a Secretaria de Saúde acompanha a evolução da epidemia, que "vem apresentando um caráter cíclico identificado em todo o território nacional".

Sintomas
Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos. A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados, pois é esta que pode matar.

Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais. Apesar de trazer maior risco, este tipo da doença tem cura desde que os cuidados sejam tomados logo após os primeiros sintomas. É mais fácil acometer pessoas com organismo enfraquecido, como alguém com desnutrição ou sistema imunológico debilitado.

Não existe um tratamento específico para a dengue. Por esta razão, são tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo.

Agência Brasil