Cerca de 14 mil estudantes prestaram o vestibular da Universidade Federal do Paraná
Foto: Roger Pereira/Especial para Terra
- Roger Pereira
- Direto de Curitiba
Mais de 14 mil candidatos prestam, na tarde deste domingo, a prova da segunda fase do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A chuva e a corrida final da Stock Car, realizada nesta manhã na capital paranaense complicaram o trânsito na cidade, mas não fizeram a UFPR prorrogar o fechamento dos portões, que ocorreu pontualmente às 13h30.
Eles respondem a cinco questões discursivas que avaliam a capacidade do candidato em compreender e produzir textos. Na segunda-feira, concorrentes a vagas de 50 cursos fazem a prova específica.
Os 14.668 candidatos, dos mais de 43 mil inscritos na primeira fase, disputam uma das 5.016 vagas a serem preenchidas pelo vestibular. Outras 524 serão destinadas ao Sisu (Sistema de Seleção Unificado).
"Agora só sobrou quem realmente está preparado e disputando a vaga. A prova é discursiva, não tem mais como chutar. O fator sorte, agora, está limitado a ter um tema de redação com o qual a gente se identifique. Vão passar os melhores", comentou Aline Lúcia França, 18, candidata a uma vaga em Medicina Veterinária.
O trânsito causado pela chuva e a corrida final da Stock Car causou alguns atrasos, como o do candidato a uma vaga em agronomia Andrey Vinicius Franco, de 17 anos, que alega ter ficado preso em um engarrafamento e, por isso, chegou ao local de prova 2 minutos após o fechamento dos portões. "Agora é ver se com a nota do Enem consigo entrar pelo Sisu, ou, então, terei que ir para uma particular e buscar o Pro-uni", lamentou.
Mas, segundo o coordenador do Núcleo de Concursos da UFPR, Raul van der Heyde, o que causou o maior número de atrasos e faltas não foi o trânsito e sim a desatenção de alguns candidatos. "Muitos se apresentaram no local em que fizeram as provas da primeira fase, e o ensalamento mudou. Daí não deu tempo para eles irem ao novo local de prova", comentou.
A UFPR espera divulgar seu resultado final até o dia 14 de janeiro. "Só dependemos do MEC para isso", disse o coordenador do núcleo de concursos, que não acredita que os problemas com o Exame Nacional do Ensino Médio (que é aceito como 10% da nota pela UFPR) atrasem esse cronograma. "As menos de três mil provas que terão de ser refeitoas serão corrigidas em meia hora. E não vejo a menor chance de que todos tenham de refazer o Enem. Não há essa insegurança jurídica. Todas as liminares já foram derrubadas e o argumento do Ministério Público não se sustenta. Houve sim problema com o Enem, mas não do tamanho que estão querendo fazer parecer", afirmou.
- Especial para Terra

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