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Ministro da Justiça defende Lula de ataques

28 de fevereiro de 2005 21h03

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reiterou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não queria "politizar e nem partidarizar uma questão" quando afirmou, na semana passada, que um "alto companheiro" teria lhe dito que a corrupção em governos anteriores foi muito grande.

Para Bastos, o contexto das declarações do presidente "ficou bem claro". Segundo ele, "o presidente estava assumindo o governo, queria olhar para frente, queria ver o país caminhar". O ministro esteve reunido com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Bastos defendeu a postura do atual governo em relação às denúncias de corrupção. "Não existe um governo anterior em que a Polícia Federal tenha investigado e tenha desvendado, decifrado tantos crimes de corrupção como nesse governo, nesses dois anos. Esse governo é implacável com a corrupção, ele enfrenta a corrupção. A Polícia Federal não protege, não persegue ninguém, mas apura até o final doa a quem doer", afirmou.

Na semana passada, o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral, afirmou que a declaração do presidente se referia à compra da Eletropaulo pela empresa norte-americana AES, em 1997. O senador disse que o negócio envolveu um empréstimo do BNDES de US$ 1,4 bilhões. O ministro da Justiça lembrou que em São Paulo existe uma ação civil pública de improbidade administrativa que está em curso sobre essas questões. A Polícia Federal do Rio de Janeiro também conduz um inquérito sobre o mesmo assunto.

Para o ministro, se o presidente Lula, for notificado para dar explicações irá fazê-lo. Ele explicou que questões referentes à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e processo de impeachment "são do âmbito da soberania do Congresso Nacional e não do âmbito do poder Executivo".

Agência Brasil