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PSDB e PFL entram com ações na Justiça contra Lula

28 de fevereiro de 2005 18h03 atualizado às 18h03

PSDB e PFL reagiram nesta segunda-feira às declarações feitas na quinta-feira passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo as quais no início de seu governo "um alto companheiro" teria lhe dito que "o processo de corrupção" em gestões anteriores "tinha sido muito grande".

O PSDB apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma interpelação judicial ao presidente, pedindo que ele confirme as acusações feitas durante discurso no Espírito Santo, quando Lula visitou obras da Estação de Tratamento de Óleo Fazenda Alegre, da Petrobras. Já o PFL apresentou representação criminal contra Lula na Procuradoria Geral da República. PDT e o próprio PSDB devem seguir o mesmo caminho.

Reunido nesta segunda com Lula para falar sobre a reforma ministerial, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que "o presidente Lula não quer precipitar o processo eleitoral de 2006 e não entende esta radicalização. Ele disse que vai fazer o possível para que a oposição não contamine a economia e o desenvolvimento do país", afirmou.

Alheio às justificativas do governo, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto, afirmou que a sigla "vai até as últimas conseqüências com relação a este episódio".

Virgílio não acredita que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), vá arquivar o pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade ingressado pelo PSDB na última sexta-feira, na Secretaria Geral da Câmara.

De acordo com o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), "a Procuradoria Geral da República precisa investigar as razões do silêncio do presidente Lula, se houve dolo, leviandade e se o ato comprometeu o interesse público". O partido acusa Lula de "prevaricação", por deixar de apurar as denúncias. "O excelentíssimo senhor presidente da República praticou o crime de prevaricação em toda a sua plenitude", diz a representação.

O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse que, ao tomar essas medidas, "a oposição cumpre o seu papel de vigilância e de defender a minoria". Acrescentou que, neste momento, "o governo tem que ter serenidade uma vez que isso é normal na vida democrática".

Perguntado sobre a necessidade da convocação do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência, José Dirceu, para prestar esclarecimentos no Senado, o primeiro vice-presidente disse que não vê motivos para isso ocorrer.

Redação Terra