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 Rio: ação contra o tráfico na classe média alta prende 16
22 de setembro de 2010 09h22 atualizado às 15h08

Polícia prende quadrilha formada por jovens de classe média e média alta por tráfico de drogas . Foto: Luís Bulcão Pinheiro /Especial para Terra

Polícia prende quadrilha formada por jovens de classe média e média alta por tráfico de drogas
Foto: Luís Bulcão Pinheiro /Especial para Terra

Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmembrou, nesta quarta-feira, uma quadrilha formada por jovens de classe média e classe média alta que traficava maconha, crack, cocaína, além de drogas sintéticas na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Dos 17 mandados de prisão expedidos para chamada Operação Consórcio, 13 já foram cumpridos e outros quatro continuam em andamento. A polícia ainda prendeu mais três pessoas em flagrante, totalizando 16 prisões.

De acordo com o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, o grupo se diferenciava por não depender de fornecedores de favelas. "Eles deixaram de negociar com traficantes e passaram a obter fornecedores próprios para aumentar o lucro", afirmou.

Ao todo foram cinco jovens presos em Búzios-RJ, cinco jovens presos em Niterói-RJ, um preso em Macaé-RJ, uma pessoa presa em Guarapari-ES e quatro pessoas presas em São Paulo. A polícia também cumpre mandados no Mato Grosso do Sul.

Segundo Turnowski, o principal item traficado pelo grupo era a maconha do tipo hidropônica, com maior concentração de princípio ativo. A droga seria proveniente do Paraguai, mas a polícia não quis divulgar maiores detalhes para não atrapalhar as investigações, que continuam em andamento.

O chefe de polícia, afirmou que o perigo do tráfico está presente entre jovens de classe média e classe média alta: "Pedimos às famílias para que prestem atenção nas amizades e no aparecimento de dinheiro fácil. O que acaba acontecendo é isso, acabam todos presos", afirmou Trunowski.

Segundo a polícia, Pedro Serqueira, 27 anos, conhecido como Gordo, comandava a quadrilha. Ele morava em uma casa de classe média alta em Niterói. Pedro era suspeito de negociar com traficantes da favela de Manguinhos, mas teria abandonado o antigo fornecedor para comprar diretamente de traficantes de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com os policiais, Gordo passou a lucrar entre 15% a 20% a mais depois que abandonou os fornecedores das favelas. O grupo conseguiria vender em torno de 100 quilos a 150 quilos de maconha na Região dos Lagos em baixa temporada.

Especial para Terra
  1. Polícia prende quadrilha formada por jovens de classe média e média alta por tráfico de drogas

    Foto: Luís Bulcão Pinheiro /Especial para Terra

  2. No Rio foram presos 11 jovens

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  3. O grupo se diferenciava por não depender de fornecedores de favelas

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