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 Caça-níqueis são roubadas de bingo interditado no Rio
10 de setembro de 2010 03h49

Dois policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) são investigados por suspeita de facilitação no roubo de componentes eletrônicos de máquinas caça-níqueis, na madrugada de quinta-feira, em bingo interditado pela Polícia Civil, na terça-feira, no Santo Cristo. O cabo e o soldado foram afastados do serviço nas ruas. Testemunhas ouvidas pelo delegado Ricardo Domingues, da 4ª DP (Central do Brasil), disseram que pelo menos 10 pessoas foram vistas entrando no local.

Segundo o porta-voz da PM, coronel Lima Castro, uma sindicância será aberta para apurar a facilitação ou participação dos PMs no roubo. Os policiais que foram ouvidos na quinta-feira, acompanhados de um oficial, poderão ser indiciados por peculato.

Pelo menos 70 das 96 máquinas apreendidas tiveram o contador de notas (noteiros) e as placas-mãe levadas pelos invasores, que entraram por um buraco aberto na parede, depois de um exaustor ser arrancado.

O delegado disse que, após a identificação da pessoa que alugou o imóvel, poderá chegar ao dono do bingo e aos criminosos que violaram as máquinas. Ainda segundo ele, a grande quantidade de máquinas impediu a remoção dos equipamentos no dia da interdição.

"Era necessário um caminhão, que só foi liberado para nós quinta-feira. Quando chegamos lá, porém, tivemos essa péssima surpresa de encontrar a maioria das máquinas violadas", declarou Domingues, que comunicou o fato ao comando do batalhão e à Chefia de Polícia. Ainda segundo o delegado, não havia dinheiro nas máquinas. Os equipamentos foram levados quinta-feira para o depósito da Polícia Civil.

À tarde, a Polícia Federal estourou um bingo, em Pilares, onde apreendeu 80 máquinas.

Luxo dava o tom na casa de jogos
O bingo, na Rua Santo Cristo 241, na Zona Portuária, funcionava em um prédio que parecia abandonado por fora. Por dentro, porém, a estrutura era luxuosa.

Os jogadores tinham todo o conforto para continuar alimentando as máquinas com notas e não precisavam levantar das cadeiras, com suspensão a ar, para nada. Garçonetes uniformizadas serviam café, refrigerante, cerveja, uísque e petiscos. Cerca de 30 pessoas estavam no local no momento da chegada da polícia.

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