O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) denunciou nesta quinta-feira à Justiça Federal 12 pessoas acusadas de envolvimento em fraudes cometidas pela internet. A quadrilha foi identificada pela Polícia Federal durante a operação Trojan, realizada em agosto.
De acordo com o MPF, o grupo levantava informações bancárias de vítimas em potencial através do envio de spams com o vírus trojan (também denominado cavalo de tróia), que permitia acesso a informações bancárias. Também eram conseguidos dados com o envio de um e-mail falso, com os padrões de símbolos e layouts da instituição financeira da vítima e pela utilização de um link que remanejava a conexão para uma página falsa do banco.
Com os dados, a quadrilha passava a realizar, de acordo com a denúncia, operações ilícitas como transferências eletrônicas de valores das contas de vítimas para outras contas, pagamentos de boletos, aquisição de passagens aéreas e respectivo cancelamento, com posterior reembolso dos valores pagos em contas de laranjas, e inserção de créditos em celulares.
Conforme a denúncia, o pagamento de boletos em geral era uma das modalidades mais lucrativas e vantajosas da organização. Segundo o MPF, foi comprovada a participação de um empresário que se beneficiou com o pagamento de um Documento de Arrecadação de Receita Estadual (Dare) no valor de R$ 20.028,74, além de 17 furtos.
As investigações que resultaram na operação Trojan começaram em 2008, a partir de comunicação do juiz da 1ª Vara Federal de Guaringuetá, seção Judiciária de São Paulo, que informava a existência de uma quadrilha que praticava cibercrimes no Tocantins. A PF, então, realizou diligências e monitorou telefones, o que permitiu a identificação dos principais integrantes do grupo e sua forma de atuação, além de pessoas que se beneficiaram das atividades ilícitas da quadrilha.
- Redação Terra

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