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 MS: Procuradoria pede que juiz assuma prefeitura de Dourados
03 de setembro de 2010 15h18 atualizado às 15h50

Ari Artuzi recolheria 10% do valor dos contratos em troca de garantir licitações. Foto: A. Frota/Prefeitura/Divulgação

Ari Artuzi recolheria 10% do valor dos contratos em troca de garantir licitações
Foto: A. Frota/Prefeitura/Divulgação

A Procuradoria Geral de Justiça em Mato Grosso do Sul ingressou nesta sexta-feira com medida cautelar no Tribunal de Justiça do Estado pedindo a nomeação imediata de um juiz para governar interinamente o município de Dourados. O prefeito Ari Artuzi (PDT), o vice, quatro secretários e nove vereadores foram presos suspeitos de envolvimento com um suposto esquema de fraudes em licitações e recebimento de propina.

De acordo com o Ministério Público, o pedido foi feito porque estão entre os presos o vice-prefeito, Carlinhos Cantor (PR), o presidente da Câmara, Sidlei Alves (DEM), e o vice, Zezinho da Farmácia (PSDB), que seriam substitutos de Artuzi segundo Lei Orgânica do Município.

O MP espera receber ainda hoje o inquérito da Polícia Federal. Na próxima quarta-feira, depois do feriado, o MP deve pedir a intervenção no município, em caráter definitivo. De acordo com o órgão, serão usados todos os recursos para manter os presos afastados da administração pública.

Hoje, a Justiça de Dourados revogou a prisão de 14 envolvidos no esquema. Entre os beneficiados pela decisão estão os vereadores Aurélio Bonatto (PDT), José Carlos Cimatti (PSB), Júlio Artuzi (PRP) e Marcelo Barros (DEM), Paulo Henrique Bambu (DEM) e Zezinho da Farmácia (PSDB). Entretanto, Zezinho não será liberado, porque foi encontrada uma arma calibre 38 em sua casa.

Redação Terra