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 Governo: mortalidade infantil cai 27% em SP e vai a menor nível
03 de setembro de 2010 12h25 atualizado às 12h55

A mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 27% entre 2000 e 2009 e atingiu o menor nível da história, segundo balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, divulgado nesta sexta-feira. Segundo a pasta, que realizou o levantamento em parceria com a Fundação Seade, o índice do ano passado ficou em 12,4 óbitos de crianças menores de 1 ano a cada mil nascidas vivas, contra 17 no ano 2000.

Em relação a 1995, ano em que a taxa ficou em 24,5, a queda é de 49,3%. A mortalidade infantil é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o principal indicador de saúde pública.

Entre 2000 e 2009, o número absoluto de nascimentos no Estado caiu 14%, enquanto o número de óbitos foi reduzido em 36%, passando de 11,9 mil para 7,5 mil. Ou seja, 4,4 mil mortes de crianças menores de um ano foram evitadas na última década, segundo o levantamento.

De acordo com a secretaria, São Paulo vem reduzindo as mortes infantis por causa do aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS. Em 2008 a taxa havia sido de 12,5 óbitos por mil crianças nascidas vivas. No ano anterior, 13.

Dos 645 municípios paulistas, 262 apresentaram em 2009 índice de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, comparável a países desenvolvidos. Nenhuma região do Estado apresentou índice superior a 19.

Entre as cidades que tiveram pelo menos mil crianças nascidas vivas no ano passado, os menores índices foram observados em Ourinhos (6,6), Mogi Mirim (6,7) e São Caetano do Sul (7,3). Já aqueles com as taxas mais elevadas foram Cubatão (24,2), São Vicente (20,6), Praia Grande (19,8) e Mairiporã (19,3).

Pelo terceiro ano consecutivo, a região de Barretos apresentou a menor taxa de mortalidade infantil em 2009, com 9,8 óbitos por mil nascidos vivos, seguida por Ribeirão Preto, com 9,9, e Piracicaba, com 10,7. Já as três regiões do Estado com os piores índices foram a Baixada Santista (18,8), Franca (15,3) e Sorocaba (14,3). Já as três regiões do Estado com os piores índices foram a Baixada Santista (18,8), Franca (15,3) e Sorocaba (14,3).

Das 17 regionais de Saúde do Estado, dez apresentaram queda na mortalidade infantil entre 2008 e 2009, e uma ficou estável. A maior queda no índice, de 19%, foi registrada na região de Araçatuba, enquanto a de Franca cresceu 47% no período.

Redação Terra