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 MP pede dados para parecer sobre estudante que atendeu menina
01 de setembro de 2010 20h25 atualizado às 21h09

As imagens foram obtidas pelo circuito interno de TV do hospital. Foto: Polícia Civil/Divulgação

As imagens foram obtidas pelo circuito interno de TV do hospital
Foto: Polícia Civil/Divulgação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) informou nesta quarta-feira que requisitou esclarecimentos sobre os cuidados prestados à menina Joanna Cardoso Marins, 5 anos, atendida e liberada pelo falso médico Alex Sandro da Cunha, conforme investigação da Polícia Civil. A criança morreu no dia 13 de agosto.

O MP quer informações do Hospital RioMar, na Barra da Tijuca, de uma médica que prestou atendimento no Hospital Amiu, de Botafogo, de um laboratório que realizou exames durante o período da internação e de uma psicóloga que estaria atendendo Joanna no período que antecedeu sua internação. As respostas, de acordo com o MP, devem auxiliar o parecer médico-legista que é elaborado pelo órgão. Os ofícios deverão ser respondidos em até 48 horas a partir da data do recebimento.

Joanna foi internada em julho com edema cerebral, hematomas nas pernas e sinais de queimaduras nas nádegas e no tórax, segundo parentes. A suspeita era que ela teria sido espancada e torturada pelo pai. Na investigação, a polícia concluiu que, no RioMar, a criança foi atendida por um falso médico, que a liberou ainda desacordada.

Cunha foi gravado pelo circuito interno do hospital. Ele disse ser estudante de Medicina e ter sido contratado por Sarita Pereira, que teria uma clínica que prestava serviços ao Rio Mar. O estudante usou nome e a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) de um médico para fazer atendimentos. Indiciado por homicídio doloso, ele está foragido.

Redação Terra