O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira o terrorismo como instrumento de luta política. Segundo ele, esse tipo de ação motiva conflitos regionais, revolta e até censura. Lula se referiu ao terrorismo durante o almoço que ofereceu ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, no Itamaraty, em Brasília.
No discurso, Lula condenou as ações terroristas, mas não mencionou diretamente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), nem o Exército da Libertação Nacional (ELN), os dois maiores grupos guerrilheiros em atividade na Colômbia. "Nada justifica o terrorismo como instrumento de luta política. Não somos mais uma região de conflitos, de revolta e de censura", afirmou Lula, ao oferecer o brinde a Santos. "O Brasil é solidário ao povo colombiano em sua luta pela paz e contra a violência", disse.
Segundo Lula, o momento atual é de "desenvolvimento inclusivo", que representa a estabilidade crescente, a inclusão social e o aprofundamento da democracia. "Nossa região jamais estará solidamente integrada se não sentirmos este projeto comum", afirmou.
Ao assumir o governo, no começo do mês, Santos elegeu o combate às guerrilhas e aos grupos paramilitares como prioridade, assim como a luta contra a violência e o narcotráfico. Oriundo de uma família de empresários colombianos, Santos perdeu o pai em uma ação contra as Farc. O próprio presidente já sofreu um atentado, quando teve a mandíbula fraturada.
- Redação Terra

Assista agora »
Assista agora »