Cristiano Santos Peçanha, conhecido como Papel, que seria primo do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem ou Mestre, será solto nas próximas horas. Ele foi detido por homens do 3º BPM da Polícia Militar, do Méier, na manhã desta segunda-feira, em uma casa no Engenho de Dentro, zona norte do Rio de Janeiro.
Após consultarem o sistema de dados da Polinter, os agentes da 26ª DP (Todos os Santos) constataram, em um primeiro momento, que havia um mandado de prisão expedido contra Cristiano, suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico da Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul. Este mandado, no entanto, estava revogado desde 28 de abril, pela juíza Renata Gil Videira, da 40ª Vara Criminal, já que o suspeito não deixou de se apresentar em nenhuma das audiências.
Ele e outros dois homens denunciados respondem ao processo em liberdade. São eles, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Barcelos, Vanderlan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão, e Victor Evangelista da Silva, o Cacau. O inquérito da Polinter denunciou 19 pessoas.
O esquema de lavagem de dinheiro beneficiaria o chefe dos pontos de venda de drogas da Rocinha, o traficante Nem. No último dia 21, uma quadriha de 60 homens trocou tiros com policiais militares do 23º BPM (Leblon) após a saída de um baile funk no Vidigal, favela também controlada por ele. Após confronto armado, os bandidos se refugiaram no Hotel Intercontinental onde fizeram 35 reféns.
Após uma hora de negociação com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), os bandidos se renderam e ninguém ficou ferido. Após as prisões, os traficantes foram levados para o complexo de presídios de Bangu e, na semana passada, a Justiça autorizou a transferência deles para o Presídio Federal de Rondônia.

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