A Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP) do Rio de Janeiro divulgou, nesta segunda-feira, um levantamento que aponta que hospitais da rede particular, situados na zona oeste e na Baixada Fluminense, apresentam maiores registros de atendimentos de estudantes de Medicina, atuando como médicos.
Segundo a polícia, após a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, que foi atendida por um falso médico no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca (zona oeste), houve um crescimento de 50% no número de denúncias de atendimentos realizados por acadêmicos.
A corporação planeja uma operação para flagrar estudantes e profissionais que atuem irregularmente nas unidades de saúde. De acordo com a polícia, os falsos médicos poderão pegar uma pena de até dois anos de prisão, se comprovado o exercício ilegal da profissão.
A condenação pode aumentar se constatado o uso de documento falso e tráfico de drogas. Neste caso, quando a prescrição e aplicação de substância causar dependência, o falso médico poderá pegar até 22 anos de cadeia.
A polícia disponibiliza dois telefones para informações de falsos médicos. As denúncias podem ser feitas ao Disque-Denúncia, (21) 2253-1177, ou na Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, (21) 2334-5158.


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