Acompanhando os desdobramentos das investigações sobre a chacina de 72 imigrantes na fronteira entre o México e os Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta sexta-feira que há mais perspectivas de qualidade de vida no Brasil, atualmente, do que no passado. Entre as vítimas da chacina havia, pelo menos, quatro brasileiros.
"As pessoas não precisariam correr tantos riscos", afirmou o chanceler brasileiro, em passagem pelo Rio de Janeiro. Amorim classificou a chacina como uma "tragédia". O crime é atribuído pelas autoridades mexicanas a cartéis do narcotráfico e de transporte ilegal de imigrantes. O chanceler afirmou que acompanha a evolução das investigações e identificações por meio do Ministério das Relações Exteriores do México e do Consulado do Brasil no país.
Segundo as autoridades do México, um dos corpos de brasileiros já foi identificado. Mas o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não pode confirmar a informação. Diplomatas do Brasil, de Honduras, do Equador e de El Salvador foram para a cidade de San Fernando, no estado de Tamaulipas, onde ocorreu o crime.
Há informações não oficiais de que mais dois corpos foram encontrados, portanto o número deve subir para 74. No último fim de semana, os policiais do México divulgaram que houve uma chacina envolvendo 72 imigrantes, que seguiam para os Estados Unidos. De acordo com equatoriano Luis Freddy Pomavilla, que sobreviveu ao massacre, os traficantes mataram as pessoas porque elas se recusaram a trabalhar para eles. De acordo com a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México, em 2009, dez mil pessoas foram sequestradas, somente em seis meses.
- Agência Brasil

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