Turistas deixam o hotel Intercontinental depois da invasão no Rio
Foto: AP
A delegada da 15ª DP do Rio de Janeiro (Gávea), Bárbara Lomba, disse na tarde desta terça-feira que testemunhas reconheceram os 10 presos que invadiram o Hotel Intercontinental, em São Conrado, no último sábado. Segundo as vítimas que foram feitas reféns pelos bandidos, o chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, não estava entre os criminosos que invadiu o hotel.
A transferência dos presos envolvidos no intenso confronto deve acontecer nos próximos dias. O presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, destino dos suspeitos, informou que o translado será feito em voo fretado. A previsão inicial era de que o grupo fosse transferido ainda na terça-feira.
Durante a assinatura de um convênio entre o governo do Estado e empresas privadas para a transferência de recursos a serem utilizados em comunidades que já receberam o programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, falou sobre a transferência dos presos. "Transferimos porque não queremos eles aqui. O Rio de Janeiro não quer eles aqui. E também para que sirvam de exemplo", disse.
Entenda o caso
Por volta das 8h de sábado, um grupo de traficantes entrou em confronto com a Polícia Militar nas proximidades da favela da Rocinha. Dez criminosos fugiram e invadiram o Hotel Intercontinental, no bairro de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. Na troca de tiros, morreu Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, 41 anos. Segundo a PM, a mulher fazia parte do grupo e havia mandado de prisão temporária expedido contra ela desde fevereiro.
Sete pessoas ficaram feridas, mas quatro já receberam alta. Os traficantes fizeram 35 reféns, entre hóspedes e funcionários, na cozinha do estabelecimento. Depois de quase duas horas de negociação com o Bope, o grupo se entregou. Com eles, foram apreendidos oito fuzis, cinco pistolas, munição, granadas e rádios.

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