Homem é preso após invasão a hotel na zona sul do Rio
Foto: Pedro Teixeira/Futura Press
O chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, tem em sua escolta policiais militares, incluindo dois ex-integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A Divisão de Capturas da Polinter investiga se os PMs tenham participado do confronto no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro, ocorrido no sábado. As informações são do jornal O Globo.
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça constataram o envolvimento de PMs com a quadrilha. Em algumas delas, Nem é avisado com antecedência sobre operações policiais na favela. A delegada Roberta Carvalho da Rocha, uma das responsáveis pela investigação, esteve na 15ª DP para analisar as imagens do grupo, captadas por câmeras durante a ação de sábado. Entre os suspeitos que aparecem nos vídeos, três homens usando coletes à prova de balas, com fuzis e radiotransmissores, chamaram a atenção dos investigadores. Entre os três membros do grupo, o que mais se destaca é um que assume uma posição de comando, como se estivesse chefiando a ação. Segundo a polícia, o suspeito demonstra desenvoltura de quem recebeu treinamento militar.
Entenda o caso
Por volta das 8h de sábado, um grupo de traficantes entrou em confronto com a Polícia Militar nas proximidades da favela da Rocinha. Dez criminosos fugiram e invadiram o Hotel Intercontinental, no bairro de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. Na troca de tiros, morreu Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, 41 anos. Segundo a PM, a mulher fazia parte do grupo e havia mandado de prisão temporária expedido contra ela desde fevereiro.
Sete pessoas ficaram feridas. Os traficantes fizeram 35 reféns, entre hóspedes e funcionários, na cozinha do estabelecimento. Depois de quase duas horas de negociação com o Bope, o grupo se entregou. Com eles, foram apreendidos oito fuzis, cinco pistolas, munição, granadas e rádios.
- Redação Terra



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