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 MP denuncia PMs do caso Rafael por corrupção passiva
23 de agosto de 2010 20h20

O Ministério Público do Rio denunciou nesta segunda-feira os policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon, por corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Os PMs teriam aceitado receber R$ 10 mil de Roberto Martins Bussamra, suspeito de atropelar Rafael Mascarenhas na madrugada do dia 20 de julho, para preservarem o local do acidente, nem conduzir o motorista à delegacia.

Os policiais foram responsáveis pela abordagem e liberação de Rafael Bussamra, 26 anos, motorista que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas. O músico de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães, morreu no acidente no dia 20 de julho. Rafael Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel. Ele foi atropelado pelo Siena de Roberto Bussamra. O motorista admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um racha com um Honda Civic. A reconstituição do atropelamento mostrou que, com o impacto, o rapaz foi arremessado a cerca de 50 m. O laudo mostrou também que veículo guiado por Bussamra estava a uma velocidade aproximada de 100 km/h quando atingiu a vítima.

De acordo com a denúncia, na manhã seguinte ao acidente, os policiais receberam R$ 1 mil de Roberto Bussamra como parte do pagamento para que não fossem tomadas providências. Eles teriam, ainda, apresentado o Termo de Registro de Ocorrência com informações falsas, descrevendo a liberação do veículo de Rafael Bussamra sem a constatação de irregularidades.

Os PMs são lotados no 23º BPM (Leblon), e segundo a Promotora de Justiça que fez a denúncia, Isabella Pena Lucas, caso sejam condenados pelos três crimes, os policiais podem pegar de 3 a 8 anos de prisão.

Redação Terra