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 Rocinha só deve receber UPP em 2014, diz vice de Cabral
23 de agosto de 2010 19h23 atualizado às 19h41

O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta segunda-feira que precisará de 2 mil policiais militares para a instalação de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha. As declarações foram dadas em evento da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira e a TurisRio, no Hotel Intercontinental, em São Conrado, na zona sul. Pezão disse ainda que, nos próximos dois anos, 80% das áreas mais problemáticas do Estado devem ser pacificadas.

No sábado, um grupo de traficantes invadiu o Hotel Intercontinental para se refugiar após uma intensa troca de tiros com policiais militares que encontraram o grupo vindo de um baile funk. Uma mulher, identificada como Adriana Oliveira dos Santos, que é apontada como traficante e responsável pelas finanças do bando de Nem, traficante que, segundo a polícia, controla o tráfico de drogas na Rocinha, foi morta no confronto. Todos os bandidos foram presos e, com eles, a polícia apreendeu oito fuzis, cinco pistolas, granadas e munição.

Mesmo tendo ciência da necessidade da instalação de uma UPP na Rocinha, Pezão afirmou que a comunidade só deve receber o programa em 2014, quando em decorrência da disputa da Copa do Mundo no Brasil, mais 2 mil policiais militares devem ser contratados para fazer a segurança da comunidade.

A Polícia Civil informou que já tem as imagens dos circuitos internos de quase todos os condomínios próximos ao local onde ocorreu o confronto. Os agentes da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea) também já têm as imagens do Hotel Intercontinental, invadido pelos traficantes. Através destes vídeos, a polícia espera identificar os bandidos responsáveis pela ação e saber, com detalhes, que armas foram usadas.

Invasão
A manhã de sábado foi de terror para moradores e turistas em São Conrado. Uma mulher morreu e sete pessoas ficaram feridas - entre elas, quatro policiais militares - depois de um intenso tiroteio nas ruas do bairro, nas proximidades da favela da Rocinha.

A troca de tiros teve início por volta das 8h após o encontro de traficantes, que retornavam à Rocinha, com uma guarnição da Polícia Militar do 23º Batalhão (Leblon) - os bandidos voltavam de um baile funk. Houve intenso tiroteio e na fuga Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, que fazia parte do bando, foi baleada e morreu - os criminosos obrigaram o motorista de um táxi a levar o corpo e jogar na calçada de um condomínio.

Em tentativa desesperada para escapar dos PMs, os bandidos armados com fuzis, pistolas e granadas, invadiram o Hotel Intercontinental, nas proximidades da favela, e fizeram 35 reféns, entre funcionários e hóspedes, na cozinha do estabelecimento.

Um grande esquema de segurança, com o apoio de helicópteros, foi armado pela polícia em volta do prédio. Depois de pouco mais de uma hora de negociação com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o grupo foi libertado - os traficantes se entregaram e foram presos.

De acordo com a polícia, com o bando foram apreendidos oito fuzis, cinco pistolas, muita munição, três granadas e rádios de comunicação.

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