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 Defesa: prisão de filha de ex-ministro é 'antecipação de pena'
21 de agosto de 2010 14h44

Claudia Andrade
Direto de Brasília

Para a defesa de Adriana Villela, citada nas investigações do assassinato de seus pais, o ex-ministro José Guilherme Villela, sua mulher Maria Carvalho Mendes Villela, e da empregada do casal Francisca Nascimento da Silva, a prisão efetuada na última terça-feira constitui uma "antecipação de pena" com "consequências gravíssimas" para a imagem de sua cliente. "É uma marca que jamais se apagará de sua imagem", afirmou o advogado Rodrigo Alencastro.

Adriana e outras quatro pessoas foram presas temporariamente sob suspeita de tentarem obstruir a investigação. Duas delas conseguiram habeas-corpus e foram liberadas. A expectativa da defesa é que o habeas-corpus de Adriana apresentado à Justiça também seja apreciado "o mais rápido possível". A alegação para a soltura é que a filha do casal "sempre esteve disponível" para colaborar com a investigação e, por isso, a prisão seria "desnecessária".

Neste sábado, a delegada da Polícia Civil Mabel Alves falou com a imprensa sobre o caso. Segundo ela, Adriana está sendo investigada também como possível participante da execução, além da suspeita de que poderia ter sido a mandante. "Estamos trabalhando com essas duas vertentes. Não posso afastar a questão de que ela tenha participado do crime".

A defesa de Adriana nega qualquer envolvimento no crime e diz que o fato de a polícia ainda trabalhar com as duas hipóteses causa "perplexidade". "Se não há sequer por parte da autoridade essa conclusão se ela seria mandante ou executora, isso revela que ainda há dúvida e que a situação é embrionária, depois de um ano".

Segundo a polícia, o crime ocorrido em 28 de agosto do ano passado está perto de ser solucionado. "Já existem vários indícios da autoria", ressaltou. "Acredito que em um espaço bastante razoável de tempo teremos exaurido a investigação". A Polícia Civil pretende apontar não apenas o mandante dos homicídios, mas também seus executores. O casal e a empregada foram mortos a facadas dentro do apartamento do casal, em Brasília.

Redação Terra