- Claudia Andrade
- Direto de Brasília
A hipótese mais provável para o assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, sua mulher Maria Carvalho Mendes Villela e a empregada do casal Francisca Nascimento da Silva, são conflitos familiares motivados por questões financeiras. A afirmação foi feita neste sábado pela diretora da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Mabel Alves. "Não existe hoje nenhuma outra motivação que subsista a não ser os conflitos que existiam no seio daquela família por questões financeiras", disse, durante entrevista coletiva.
Segundo a delegada, o crime ocorrido em 28 de agosto do ano passado está perto de ser solucionado. "Já existem vários indícios da autoria", ressaltou. "Acredito que em um espaço bastante razoável de tempo teremos exaurido a investigação". A Polícia Civil pretende apontar não apenas o mandante dos homicídios, mas também seus executores. O casal e a empregada foram mortos a facadas dentro do apartamento do casal, em Brasília.
Na última terça-feira, cinco pessoas foram presas temporariamente suspeitas de tentarem obstruir a investigação. Entre elas, uma filha do casal, Adriana Villela. Segundo a delegada, ela está sendo investigada também como possível participante da execução, além da suspeita de que poderia ter sido a mandante. "Estamos trabalhando com essas duas vertentes. Não posso afastar a questão de que ela tenha participado do crime".
Adriana Villela deverá prestar depoimento na próxima semana. Além dela, continuam presos Rosa Maria Jaques e seu marido, João Tocchetto. Outras duas pessoas que haviam sido presas, a ex-faxineira da família Guiomar Barbosa da Cunha e o policial José Augusto Alves conseguiram habeas-corpus e foram liberados.
De acordo com a delegada, Rosa Maria teria se apresentado à polícia como vidente e dizendo que poderia contribuir nas investigações. Posteriormente, a política teria verificado que ela não possuía os poderes declarados e poderia estar agindo a mando de Adriana para incriminar pessoas.
No caso da ex-faxineira, a delegada lembrou que ela foi a última pessoa a sair do apartamento onde o crime ocorreu e que as declarações que tem prestado em relação à rotina da família destoam daquelas colhidas em outros depoimentos. "Teria uma relação de cumplicidade porque elas estão muito parelhas naquilo que dizem", disse a delegada, citando Guiomar e Adriana.
A suspeita, de acordo com Mabel Alves, é de que haveria um "arranjo criminoso" entre as pessoas que foram presas "sempre ofertando denúncias diversas, agindo de forma orquestrada".
O álibi da filha do casal para o dia do crime também está sob investigação. "O álibi não justifica todo o período da ação do crime", disse a delegada. Adriana Villela teria dito que estava na casa de uma amiga. "Por enquanto, a amiga tem confirmado (o álibi)".
- Terra

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