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 Greve do Judiciário: Goldman nega corte no orçamento do TJ-SP
19 de agosto de 2010 12h00 atualizado às 13h35

Thaís Sabino
Direto de São Paulo

O governador de São Paulo, Alberto Goldman, negou na manhã desta quinta-feira que o governo estadual tenha feito corte orçamentário na verba do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O corte foi anunciado pela Ordem dos Advogados do Brasil do Estado (OAB-SP) como motivo para o não atendimento das reinvidicações dos funcionários do judiciário, em greve há mais de 110 dias.

"Não há cortes. Eles estão fazendo uma pequena confusão ou grande confusão proposital", afirmou o governador. Segundo ele, ao contrário do divulgado pela OAB, o governo do Estado aprovou verba ainda maior no apoio ao projeto de reestruturação do Judiciário. "Alocamos o dinheiro necessário, cerca de R$ 200 milhões", disse Goldman.

Ele afirmou que todos os anos, no mês de setembro, o Poder Judiciário envia as suas demandas no valor de duas a três vezes a receita do Estado disponível para o Poder. "O que fazemos é o enquadramento disso dentro dos limites do governo, damos a verba de acordo com a receita". O governador disse que não é por este motivo, tampouco por culpa do governo, que as reinvidicações dos grevistas ainda não foram atendidas.

Em nota, a OAB-SP se declarou contrária à greve, mas a favor da reposição salarial dos serventuários. A Ordem afirmou que os TJ-SP não tem recursos para atender as solicitações dos grevistas diante do corte em seu orçamento, promovido pelo governo do Estado.

"O governo paulista precisa liberar os recursos que suprimiu da proposta orçamentária do TJ-SP ao menos para a reposição inflacionária deste ano, de 4,75%", diz o presidente em exercício da OAB-SP, Marcos da costa, na nota.

Especial para Terra