Moradia que tinha sido interditada por técnicos da prefeitura, mas continuou sendo habitada, desabou e causou morte de quatro pessoas na segunda-feira
Foto: Arestides Baptista/Agência A Tarde
Depois dos desabamentos de dois casarões históricos que resultaram na morte de cinco pessoas, em Salvador, o governo do Estado resolveu acelerar a desapropriação de 111 imóveis em ruínas. A medida aplicada às construções identificadas pela Defesa Civil Municipal faz parte de um plano de ação conjunta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do governo do Estado e da Prefeitura de Salvador, que começou a ser elaborado há cerca de 20 dias.
O plano prevê também a retirada, pela prefeitura, dos invasores dos imóveis ameaçados. O Iphan fará o escoramento emergencial dos imóveis em risco de desabamento e iniciará os estudos para o projeto de recuperação das casas com fins habitacionais.
Os recursos para o escoramento, orçados em R$ 9 milhões, terão liberação imediata, respeitados os prazos legais, com conclusão prevista para cinco meses. O superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim, disse lamentar "mais este acidente com graves proporções".
Há cerca de um mês, o Jornal A Tarde divulgou que 38 dos 111 casarões com alto risco de desabar ainda abrigavam pelo menos 260 pessoas. Os casarões de valor histórico e arquitetônico apresentam infiltrações nas paredes e tetos, assoalhos apodrecidos, fiações elétricas expostas, fachadas danificadas com desprendimento de reboco, alvenarias comprometidas, ferragens expostas e oxidadas e rachaduras.
- Agência A Tarde


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