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 Após desabamentos, governo da BA desapropriará 111 imóveis
18 de agosto de 2010 12h29 atualizado às 12h41

Moradia que tinha sido interditada por técnicos da prefeitura, mas continuou sendo habitada, desabou e causou morte de quatro pessoas na segunda-feira. Foto: Arestides Baptista/Agência A Tarde

Moradia que tinha sido interditada por técnicos da prefeitura, mas continuou sendo habitada, desabou e causou morte de quatro pessoas na segunda-feira
Foto: Arestides Baptista/Agência A Tarde

Depois dos desabamentos de dois casarões históricos que resultaram na morte de cinco pessoas, em Salvador, o governo do Estado resolveu acelerar a desapropriação de 111 imóveis em ruínas. A medida aplicada às construções identificadas pela Defesa Civil Municipal faz parte de um plano de ação conjunta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do governo do Estado e da Prefeitura de Salvador, que começou a ser elaborado há cerca de 20 dias.

O plano prevê também a retirada, pela prefeitura, dos invasores dos imóveis ameaçados. O Iphan fará o escoramento emergencial dos imóveis em risco de desabamento e iniciará os estudos para o projeto de recuperação das casas com fins habitacionais.

Os recursos para o escoramento, orçados em R$ 9 milhões, terão liberação imediata, respeitados os prazos legais, com conclusão prevista para cinco meses. O superintendente do Iphan na Bahia, Carlos Amorim, disse lamentar "mais este acidente com graves proporções".

Há cerca de um mês, o Jornal A Tarde divulgou que 38 dos 111 casarões com alto risco de desabar ainda abrigavam pelo menos 260 pessoas. Os casarões de valor histórico e arquitetônico apresentam infiltrações nas paredes e tetos, assoalhos apodrecidos, fiações elétricas expostas, fachadas danificadas com desprendimento de reboco, alvenarias comprometidas, ferragens expostas e oxidadas e rachaduras.

Agência A Tarde