Os funcionários da companhia aérea Gol decidiram entrar em estado de greve na tarde desta sexta-feira, em assembleia realizada em São Paulo, na sede do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Segundo o diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, novas assembleias definirão uma possível paralisação.
Pilotos, copilotos e comissários de bordo da companhia exigem o cumprimento da regulamentação profissional, reajuste salarial e pagamento de plano de saúde e de previdência complementar.
O estado de greve é uma forma de pressão, uma ameaça de greve, e não uma paralisação. Os funcionários usam este instrumento para pressionar a empresa, sem alterar o andamento do trabalho.
Funcionários e a empresa se reúnem em audiência marcada no dia 20 com o Ministério Público do Trabalho. Em caso de greve, a companhia precisa manter ao menos 30% dos voos em operação.
A assembleia teria reunido cerca de 200 pessoas e ao menos 180 assinaturas foram pelo estado de greve.
A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse na noite de quinta-feira que a Anac tem acompanhado as negociações entre os funcionários da companhia aérea Gol com a empresa e declarou que a agência tem um plano de contingenciamento para o caso de uma decisão por paralisar atividades nesta sexta-feira. "A Anac acompanha a situação e tem um plano se algo acontecer", disse.
- Redação Terra

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