- Thaís Sabino
- Direto de São Paulo
Quem visitou o segundo andar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nesta segunda-feira não reconheceu o local que geralmente contava com pequena movimentação de pessoas. Só no domingo foram registrados 14 atendimentos no Juizado Especial, localizado no aeroporto, por conta do cancelamento e atrasos de voos. Segundo a diretora dos juizados do aeroporto de Congonhas e Cumbica, Márcia Luiza Negretti, foram realizadas 39 reclamações no domingo nos dois aeroportos. As principais empresas foram Aerolineas Argentinas e Gol. Os juizados especiais, criados para solucionar problemas relacionados ao serviço de transporte aéreo, começaram a funcionar no dia 23 de julho em cinco aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
No caso das Aerolineas, a informação fornecida pela companhia é de que os voos seriam cancelados e só retomariam atividade na quarta-feira. Em relação a Gol, a informação da companhia é de que os funcionários excederam as 85 horas mensais de trabalho e portanto, pela lei trabalhista, não poderiam estar em atividade. A Gol teve que remanejar alguns voos e solicitar mais funcionários, mas mesmo assim o problema não foi resolvido.
Como prova disso, às 11h, o juizado especial de Congonhas recebeu a sua primeira reclamação. Marcos Yankelevich chegou ao aeroporto às 6h45 da manhã para pegar seu voo que sairia às 8h. Com o atraso, ele perdeu a reunião de trabalho em Curitiba e agora diz que quer embarcar hoje para tentar trabalhar amanhã. Eládio de Melo tinha um voo para o Rio de Janeiro marcado para as 10h10 da manhã. Poucos minutos depois de Marcos, ele e seu colega de trabalho chegaram ao juizado com a informação que o vôo iria partir com uma hora e meia de atraso. "Tem voo das 6h que ainda não saiu. Como é que eu meu vai ter somente uma hora de atraso".
De acordo com a Infraero, dos 1.772 voos previstos da meia-noite até as 18h de hoje, 454 atrasaram, o que correspondente a 25,6% do total.
- Redação Terra

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