Notícias » Brasil » Brasil

 PF do Rio recupera obra de Portinari roubada em Pernambuco
31 de julho de 2010 19h26 atualizado às 22h37

O quadro Enterro de Cândido Portinari foi furtado do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda, em Pernambuco. Foto: Reprodução

O quadro "Enterro" de Cândido Portinari foi furtado do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Olinda, em Pernambuco
Foto: Reprodução

A Polícia Federal do Rio de Janeiro recuperou, neste sábado, um quadro de Cândido Portinari (1903-1962) furtado do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC) na cidade de Olinda, no começo do mês. De acordo com a polícia, uma pessoa foi presa em flagrante. A apreensão foi feita pelo Departamento Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio da PF.

A obra estava nas mãos de um homem, preso em flagrante, que supostamente a mostraria no Rio a colecionadores interessados em adquiri-la. De acordo com o delegado da Polícia Civil pernambucana Manuel Martins, que participou da operação, o quadro foi encontrado com o suspeito no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio.

Segundo Martins, a Polícia optou por interceptar o suspeito antes que pudesse oferecer ou vender a obra. Apesar de todos os indícios apontarem que se trata da obra roubada, o delegado lembrou que sua autenticidade ainda será verificada por especialistas.

Na segunda-feira, a perícia da Polícia Civil confirmou que as impressões digitais identificadas no local do roubo do quadro Enterro eram de um funcionário ou visitante que frequentava o local no momento do furto e estavam em uma fita utilizada para prender a moldura.

O quadro entrou para a lista de obras procuradas pela Interpol. Autoridades policiais dos 188 países onde a organização atua terão acesso a informações detalhadas da tela avaliada em R$ 1 milhão.

No último dia 14, uma funcionária do museu deu falta do quadro, por volta das 17h30, quando fechava o local. Segundo a polícia, ela fechava uma das janelas do museu quando a moldura da obra caiu em cima dela. O suspeito teria tirado a tela e escondido a moldura por trás da veneziana.

Redação Terra