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 Caso Rafael: PM nega ter pedido ou recebido propina, diz defesa
30 de julho de 2010 18h28 atualizado às 18h32

Rafael Bussamra participou de reconstituição . Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra

Rafael Bussamra participou de reconstituição
Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra

O advogado Ekner Maia, que defende o sargento Marcelo Leal, disse nesta sexta-feira que seu cliente nega ter pedido ou recebido propina para liberar Rafael Bussamra, que admitiu ter atropelado e matado Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. "Ele se diz inocente", afirmou.

Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel quando foi atropelado pelo Siena. Bussamra admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um "pega" com um Honda Civic.

A família Bussamra disse que os PMs pediram R$ 10 mil para liberarem o Siena visivelmente danificado, mas que pagou apenas R$ 1 mil. Na versão de Rafael Bussamra, os PMs teriam solicitado a ele que entrasse na viatura policial. Eles teriam circulado pelo bairro Jardim Botânico até o local marcado para encontrar o pai do atropelador, Roberto Bussamra, a quem a dupla teria pedido o dinheiro. Uma perícia realizada no GPS do carro usado pelos policias confirmou o trajeto indicado pelo atropelador.

O defensor disse também que vai pedir a liberdade do policial assim que tiver acesso à documentação do caso na Justiça Militar e na Polícia Civil. Ele afirmou ter feito os pedidos no domingo, na Justiça Militar, e na quinta-feira, na 15ª DP.

Ontem, o sargento e o cabo Marcelo Bigon receberam a delegada que investiga o caso, Bárbara Lomba, no Batalhão Especial Prisional. O defensor de Bigon afirmou que seu cliente só fala em juízo, já que não está tendo acesso ao inquérito. Ele disse também que os PMs não conheciam Rafael Mascarenhas.

Redação Terra