Rafael Bussamra participou de reconstituição
Foto: Luís Bulcão Pinheiro/Especial para Terra
O advogado Ekner Maia, que defende o sargento Marcelo Leal, disse nesta sexta-feira que seu cliente nega ter pedido ou recebido propina para liberar Rafael Bussamra, que admitiu ter atropelado e matado Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. "Ele se diz inocente", afirmou.
Mascarenhas andava de skate na pista sentido Gávea do túnel Acústico, que estava sem tráfego devido à interdição para manutenção do túnel Zuzu Angel quando foi atropelado pelo Siena. Bussamra admitiu ter feito o retorno ilegal para comprar um lanche, mas testemunhas dizem que ele fazia um "pega" com um Honda Civic.
A família Bussamra disse que os PMs pediram R$ 10 mil para liberarem o Siena visivelmente danificado, mas que pagou apenas R$ 1 mil. Na versão de Rafael Bussamra, os PMs teriam solicitado a ele que entrasse na viatura policial. Eles teriam circulado pelo bairro Jardim Botânico até o local marcado para encontrar o pai do atropelador, Roberto Bussamra, a quem a dupla teria pedido o dinheiro. Uma perícia realizada no GPS do carro usado pelos policias confirmou o trajeto indicado pelo atropelador.
O defensor disse também que vai pedir a liberdade do policial assim que tiver acesso à documentação do caso na Justiça Militar e na Polícia Civil. Ele afirmou ter feito os pedidos no domingo, na Justiça Militar, e na quinta-feira, na 15ª DP.
Ontem, o sargento e o cabo Marcelo Bigon receberam a delegada que investiga o caso, Bárbara Lomba, no Batalhão Especial Prisional. O defensor de Bigon afirmou que seu cliente só fala em juízo, já que não está tendo acesso ao inquérito. Ele disse também que os PMs não conheciam Rafael Mascarenhas.
- Redação Terra


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