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 Júri condena policiais por assassinato de deficiente
30 de julho de 2010 02h44 atualizado às 03h42

O júri popular constituído para o julgamento dos quatro policiais militares (PMs), suspeitos de integrarem um grupo de extermínio em São Paulo, condenou o grupo pelo assassinato de Antonio Carlos da Silva Alves. Os PMs Moisés Alves dos Santos, Joaquim Aleixo Neto, Anderson dos Santos Salles e Rodolfo da Silva Vieira foram sentenciados a 18 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, informou a assessoria da Tribunal de Justiça de São Paulo.

O julgamento, que havia começado na manhã de terça-feira, se estendeu por mais de 16 horas. A sentença foi emitida às 2h15 da madrugada desta sexta-feira, no fórum de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com o TJ-SP, os condenados podem pedir recurso.

O assassinato de Carlinhos, como era conhecida a vítima, ocorreu em outubro de 2008. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi morta em uma avenida do bairro da Lagoa, em Itapecerica da Serra. Os PMs faziam patrulhamento e abordaram Silva, o colocaram na viatura e, pouco depois, o executaram. Em seguida, a vítima teve a cabeça cortada e os braços amputados para que fosse dificultado seu reconhecimento.

Os quatro PMs, também chamados de 'highlanders', eram acusados de integrar um grupo de extermínio em São Paulo. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, um total de 16 pessoas estariam envolvidas. Eles teriam praticado pelo menos 12 crimes em 2008, na região de Capão Redondo e Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.

Redação Terra