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 Advogado de Bruno deve abrir mão de Zico como testemunha
29 de julho de 2010 18h07 atualizado às 18h39

Quaresma disse que goleiro conviveu apenas cinco dias com o dirigente do Flamengo, tornando o depoimento pouco válido. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Quaresma disse que goleiro conviveu apenas cinco dias com o dirigente do Flamengo, tornando o depoimento pouco válido
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

O advogado que defende o goleiro Bruno, Ercio Quaresma, afirmou na tarde desta quinta-feira que não deve contar com o diretor de futebol do Flamengo, Zico, como testemunha no processo que Eliza Samudio, desaparecida desde o início de junho, moveu contra o atleta por sequestro e agressão, em outubro de 2009.

O dirigente afirmou que poderia depor sem problemas quando soube que havia sido escalado para testemunhar. Mas, como passou poucos dias com o goleiro, sua ajuda pode não ser tão relevante. "Ele foi arrolado, mas possivelmente eu devo pedir a substituição, uma vez que não houve muita relação entre ele e o Bruno. Eles só se conheceram por cinco dias", afirmou o advogado.

Quaresma ainda criticou o promotor Eduardo Paes, do Ministério Público do Rio de Janeiro, que disse "é, no mínimo, falta de sensibilidade constar no rol de testemunhas o nome da Eliza", contestando a convocação do advogado, que incluía ainda os jogadores Adriano e Vagner Love.

"Eu não devo satisfação ao Ministério Público sobre meu rol de testemunhas. Absurdo seria arrolar o Lula, o Barack Obama, o Papa. Ele que fique quietinho no canto dele, porque se ele quiser brigar pela mídia, eu tenho muito mais horas de TV", disse Quaresma.

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